sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ATIVIDADE PARANORMAL


Hoje vi o filme Atividade Paranormal e coloco aqui minhas impressões sobre o filme e uma pequena análise sobre o tema abordado.

A história do Filme se passa nos Estados Unidos, em uma casa onde um casal de namorados mora. Coisas estranhas acontecem durante a noite. Para tentar desvendar o mistério o namorado compra um câmera de alta resolução e passa a gravar todas as ações da casa, especialmente o quarto do casal onde a câmera permanece ligada por toda a noite. Passos são ouvidos, portas se abrem e fecham sozinhas. Luzes são acessar e pegadas misteriosas aparecem no chão. Um esotérico é chamado pelo casal e dá a eles a terrível notícia. Algo assombra a moça e a persegue. Não é um fantasma, mas um demônio. E não há nada que o casal possa fazer; para onde quer que a moça vá o demônio a seguirá. O filme termina com a moça ficando possessa e matando o namorado e depois é morta pela policia.

Existem vários erros no filme e que claramente desmentem a idéia de que o caso seja verídico. 1º - Claramente há uma intenção de mostrar coisas que acontecem fora do quarto do casal como a luz que se acendo no fim do corredor. Não consigo entender o casal com medo e ainda assim permanecer com a porta do quarto aberta todas as noites. Por que não fecha-la e trancá-la? 2º O filme insiste em uma sombra misteriosa que passa em frente a porta aberta, mas para haver projeção de sombras é necessário a existência de matéria. Sendo o Demônio uma entidade espiritual a sombra projetada tem que ser de um ser material. 3º o esotérico chamado parece com mais medo, tanto que foge da casa enquanto que o casal insiste em permanecer, por que não ir para outro lugar?

Sempre que falo a respeito de demônios sou obrigado a começar afirmando a minha crença em sua existência. Sei que o diabo existe assim como os demônios. Mas por que começar fazendo esta afirmação? Diferente de muitos colegas não consigo ver uma atuação tão grande assim do diabo em nossos dias. Muitos exemplos poderiam ser levantados e apontados como casos de possessão e de atuação maligna. Para mim, estes casos são questionáveis e não por incredulidade, mas por princípio hermenêutico. Olhando para o texto sagrado, e apenas para ele como única regra de fé, ou seja, crendo apenas no que é ensinado nas páginas das escrituras e não em revelações empíricas, atuações como as descritas no filme não podem acontecer e muito menos casos contemporâneos de possessão demoníaca. Vamos aos fatos:

Comecemos pelo Antigo testamento. Não há em suas páginas nenhum caso de possessão demoníaca sobre seres humanos. Existe apenas o fato ocorrido no Éden quando uma serpente fala com Eva. Interessante que em nenhum momento o texto chama a serpente de satanás, diabo ou demônio, mas apenas de serpente. Obviamente, sendo a serpente um animal irracional e sem a capacidade de falar o que acontece com ela é um caso de possessão. Fora este não há mais nenhum. Nem mesmo o caso de Saul que era atormentado por um espírito maligno reflete caso de possessão. Neste episódio, talvez tenhamos algo parecido com o que acontece no filme ,um demônio que atormenta alguém. Mas não vejo tanto material assim para elaborar uma teologia do demônio, ou como alguns gostam de falar uma demonologia (seja lá o que for isto).

No novo testamente, agora sim, temos muito material sobre o diabo. Será? Pensemos um pouco. Fora o caso narrado nos evangelhos sinópticos e no livro de Atos dos Apóstolos em qual outro lugar se ouve falar da atuação do Diabo e de seus anjos? Em Judas e em apocalipse. É de se estranhar que nas cartas apostólicas (em todas elas) não existe nenhuma orientação de como os cristãos, recém conversos deveriam se portar frente ao diabo. Como eles deveriam fazer um exorcismo? Como deveriam lidar com a atuação do diabo? Lembremos que eles não possuíam os evangelhos e por isso não eram conhecedores dos “rituais” ali empregados. Curioso isto.

É importante notar que em apocalipse e em Judas o diabo é descrito como estando preso e sem ação. Perceba o que diz Judas em sua carta: “e a anjos, o que não guardaram a seu estado original, mas abandonou o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande dia” O texto diz: GUARDADO EM TREVA, EM ALGEMAS. Sem ação. Como alguém nesta situação poderia ter tanta ação como retratada no filme.

O período dos evangelhos é único. Jesus, o verbo de Deus vem ao mundo para nos salvar. Algo extraordinário acontece nesta ocasião. O apostolo Paulo fala da plenitude dos tempos. (GL 4.4) quando tudo estaria preparado para a chegado do messias. Uma das marcas da vitoria do messias é seu triunfo sobre o diabo e seus anjos. Esta vitória acontece no nascimento, nos quarenta dias no deserto na tentação, em cada um dos encontros de Jesus com o diabo e por fim na morte e ressurreição. Esta prisão do diabo acontece após a ressurreição de Jesus. Ap. 12; 20

Não quero dizer com isto que não existe uma ação maligna no mundo. A bíblia, nossa única regra de fé e prática ensina o que o diabo utiliza agentes para atacar os homens. Estes agentes são descritos como As bestas do apocalipse. Uma que representa o poder religioso, outra que representa o poder político e ainda uma mulher que simboliza a sedução do mundo. Mas não uma ação direta do diabo como descrita no filme.

Outro ponto a salientado. Onde Deus fica nesta história. A bíblia é clara em afirmar que existe um Deus reinando sobre o trono do universo. Este reinar divino é absoluto e total até mesmo sobre as atitudes do diabo e suas ações. Em casos descritos de possessão ou atuação maligna Deus é esquecido ou descrito como alguém impotente. E qual seria o propósito de Deus em permitir ao Diabo agir desta forma? Alguém poderia lembrar-se do caso de Jó, mas lembremos que o ocorrido é antes da chegada de Jesus ao mundo. O que aconteceu na descrição de Jó não acontece mais. Deus reina soberano sobre tudo e sobre todos.

Sei que quantos lerem este artigo dirão: No dia que ele encontrar com um demônio ele mudará de idéia. A resposta é simples. Se isto fosse possível acontecer aconteceria pela permissão de Deus, seria a vontade dele que é boa, perfeita e agradável. E não algo vindo do próprio mal, assim sendo o mesmo Deus que permitiria esta situação expulsaria o demônio.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marco feliciano e o avivamento

No dia 07 de Setembro escrevi no site - http://www.gospelprime.com.br/pr-marco-feliciano-inaugura-catedral-do-avivamento/ uma comentário sobre as igrejas fundadas pelo Sr. Marco Feliciano. MEu comentário recebeu um comentário de outro leitor. Como não consegui deixar minha resposta a ele no próprio site o faço aqui. Primeiro colocando o meu cometário inicial e depois a minha resposta:

comentário inicial

Avivamento no Brasil? Não sei em qual pais o “pastor” Marco Feliciano vive, mas aqui no Brasil não temos marca alguma de um verdadeiro avivamento. Pense um pouco comigo. Avivamentos são marcados pelo profundo senso de Pecado causado pela pregação da Palavra de Deus. Será que isto existe no Brasil? Claro que não. O que temos nada mais é que uma disputa desenfreado por parte de “líderes” evangélicos. Cada um procurando ganhar os membros das Igrejas dos outros Pastores. Será que a Igreja Catedral do Avivamento (como se o avivamento ficasse restrito a um lugar) tem apenas pessoas que se converteram a Cristo pelo trabalho desta igreja? Claro que não…. a igreja está cheia, mas muitos são crentes de outras Igrejas e denominações que deixaram aqueles que primeiro investiram em suas vidas para participarem de outra igreja. Avivamento? Dinheiro e mais dinheiro. Isto é o que move o coração dos pastores da mídia. Um pede R$ 900,00 (voluntariamente) atrelando a oferta a uma suposta bênção da unção financeira…… isto tem nome …. estelionato, roubo….enganação…etc. Uma outra marca de verdadeiros avivamentos é a mudança da sociedade. Nossa sociedade mudou? Os políticos melhoraram? A criminalidade diminuiu? A violência, a discriminação, a intolerância, o abandono, estas coisas acabaram ou pelo menos diminuíram em solo pátrio? Basta lermos os jornais para perceber que a igreja não faz diferença alguma aqui. Os crentes que ficam nos cultos levantando a mão amarrando o diabo, repreendendo o espírito da violência, da corrupção, do desemprego, da criminalidade, são os mesmos que têm trancas e mais trancas em suas casas, alarmes em seus carros e fecham os vidros nos sinais de trânsito com medo de meninos de rua…. Avivamento? Que avivamento? O que se multiplica no Brasil são mercenários que tentando se enriquecer as custas do misticismo pedem dinheiro e mais dinheiro….. O pior é ver o “pastor” Marco Feliciano defendendo gente como R.R. Soares, Bispo Macedo, Silas Malafaia, “Apóstolo” (rsrsrs) Valdomiro, Sônia e Estevão hernandes… Olhem para estes nomes e pense um pouco…. Avivamento…… isto mais parece o inferno. Que Deus tenha misericórdia de nós…. aos críticos apenas uma lembrete….. por coisas como as que acontecem no evangelicalismo brasileiro foi que Lutero se levantou contra a Igreja Romana no século XVI. Lutero já…….. reforma urgente.


Minha resposta ao Sr. David

Recebi do Sr. David o seguinte comentário ao meu comentário: "Meu caro irmão, se você não faz a obra do Senhor (se não prega, se não ora, não jejua, não visita os enfermos, nem os presidiários etc.), em Nome de Jesus não critique quem o faz. Outa coisa: se a obra que o pastor Marco levantou não for de Deus, ela cai, porém se for, você vai pagar alto perante o Senhor por ter duvidado da integridade do conferencista e por ter tecido comentários infames contra o mesmo. Se para você o evangelho é coisa política, então você tá muito enganado ao citar Martinho Lutero, como modelo de insenção desse modo “corrupto” de crirar igrejas, pois, o Reformador é o maior exemplo de como o protestantismo serviu ao espírito do capitalismo…"


É patética a resposta do Sr. David. Em momento algum, pelo menos em meu comentário levantei falso contra a pessoa do Sr. Marco Feliciano. Verdade é que não considero a linha teológica adotada por ele como uma verdadeira expressão do evangelho Bíblico. Pode até receber o nome de Evangelho, mas como nem tudo que reluz é ouro, assim também é o Deus e o cristianismo pregado, apenas uma caricatura da verdade, que, como diz Paulo: "É outro (heteros) e não outro (allos) Evangelho. Meu comentário inicial diz respeito ao propagado avivamento brasileiro. Se o que acontece no Brasil é avivamento a história está errada. E este é o meu ponto; na idade média os reformadores se levantaram contra as indulgências. Uma forma de comprar o perdão de Deus. Hoje nas igrejas evangélicas o que se compra é a bênção. É a mesma situação. Se estava errado lá (séc. xvi) por que estaria certo hoje. Dentro do catolicismo romano existe uma busca constante por outros mediadores que não apenas Jesus, Maria ou qualquer outro dos santos. Contra isto os reformadores se levantaram ensinando o sacerdócio universal dos crentes e o "sola Cristus". Quem são os mediadores da massa manipulável evangélica hoje? ..... a IURD, R.R, Apóstolos não enviados por Cristos e outros..... mas se estava errado lá (séc. xvi) estaria certo hoje? Quanto a acusar Lutero das raízes do capitalismo, o caro amigo se engana. Isto é atribuído a Calvino...Um pouco de história da Igreja faz bem, principalmente para consegui enxergar a verdade.... alías sou calvinista graças a Deus. O amigo diz com veemência que não faço isto e nem aquilo. Interessante, o amigo não me conhece e muito menos meu ministério..... calma: Calúnia é crime. Quanto a dar contas a Deus, com certeza darei, mas pior seria comparecer perante ele e ser acusado de covardia por ter visto a vergonha que esta "igreja" evangélica se tornou com tontos erros e falsos mestres dentro dela sem fazer nada.... Que Deus tenha piedade de nós.

sábado, 17 de outubro de 2009

HELICÓPTERO DA POLICIA MILITAR DERRUBADO POR TRAFICANTES NO RIO



A copa é nossa e agora as olimpíadas. Fatores que motivaram a escolha deste país, em detrimento a outros com qualidades de vida muito melhor, como Estados Unidos, Espanha e Japão, nos são desconhecido. Mas com certeza a “paz” reinante foi um dos fatores. Pois é. Não estamos em guerra e mantemos boas relações com todos os países democráticos, inclusive a Venezuela do falastrão Chávez. Até mesmo ameaças mundiais que por outros são considerados inimigos mortais, são nossos amigos. Não temos terroristas levando o terror das bombas e nem grupos separatistas postulando independência de regiões. A crise econômica não nos atingiu tanto assim, e como disse o líder tupiniquim não passou de uma marola. Não temos problemas com fenômenos da natureza, furações, ciclones, terremotos. Isto sem considerar os alagamentos das grandes cidades nos períodos de chuva, mas isto não é culpa da natureza. A paz com o mundo e com o natural fez do Brasil a melhor escolha para os dois maiores acontecimentos do mundo.
Hoje 17 de outubro de 2009 os jornais noticiam a queda de um helicóptero no morro dos Macacos, Vila Isabel na cidade da Olimpíada de 2016 e onde ocorrerá, possivelmente, a final da copa de 2014. Tentando intervir em uma briga entre traficantes que disputavam ponto de vendas de drogas, um helicóptero da policia militar sobrevoava a comunidade quando foi alvo dos marginais. O poder de fogo das traficantes foi tão forte que derrubou a aeronave matando dois dos quatro soldados a bordo e deixando outros dois feridos. O helicóptero caiu no meio daquilo que é símbolo do Brasil no exterior, um campo de futebol que fica dentro, ironicamente, da Vila olímpica da comunidade destinada ao esporte para crianças e adolescentes. Seria isto paz?
O Brasil vive em meio a uma guerra urbana anos a fio. Mas com certeza isto não estava na apresentação da delegação na Noruega. Violência, morte e medo. A população amedrontada cerca as suas casas e Cria verdadeiras prisões para seus cidadãos de bem viverem com relativa segurança. Enquanto isto, a polícia que deveria garantir a segurança interna no país tem seus soldados com medo de irem fardados para a casa. Se a própria policia teme a marginalidade, que será de nós pobres mortais.
Este fato acontecido será noticia em todo o mundo. A realidade camuflada pela delegação brasileira virá à tona. O poder bélico de milícias e traficantes serão exaltados e mais uma vez as autoridades tentarão apaziguar a situação dizendo que está tudo sobre controle. Controle.... Do medo, da corrupção, da impunidade, do desespero, do descaso na saúde e com o cidadão de bem. Mas por que nos preocuparmos se traficantes conseguem derrubar helicópteros em suas batalhas, afinal a copa é nossa e agora também as olimpíadas....... Que Deus tenha piedade de nós.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A CULPA É DA GRAÇA


A GRAÇA SERIA O PROBLEMA?

Já a algum tempo ouço desculpas de pessoas que sistematicamente faltam aos cultos. A principal delas é : "estou tão desanimada". Este desanimo se deve, creio eu principalmente pela teologia reformada. Parece um absurdo, mas observem. O culto reformado é caracterizado pela sua confiança na graça de Deus. Foi Deus que enviou seu filho amado para nos salvar por meio de sua morte substitutiva. É Deus que nos chamada pela pregação da palavra. É o Espírito Santo que regenera e nos capacita à responder ao convite do evangelho. É Deus que ouve as nossas orações e é Deus que nos estende a sua poderosa mão para nos abençoar. Como igreja reforma, centralizada na graça de Deus, ensinamos, assim como os reformadores o fizeram, que Deus não se deixa comprar pelo esforço ou pelas boas obras humanas, pois tudo é pela graça. E infelizmente este tem sido o nosso grande problema.

Em tempos de teologia da prosperidade, onde o infeliz fiel, ou melhor escravo, é levado a se esforçar ao máximo para obter alguma coisa de Deus a teologia da graça é sem sentido, pois sem esforço não tem graça. Desta forma o infeliz fiel dá tudo o que tem. Investindo como em um título de capitalização com a esperaça de que recebera em dobro tudo o que investiu. Na esperança de conseguir o milagre o infeliz fiel participa de suas correntes, as quais ele não pode faltar a nenhuma reunião sob pena de quebrar o elo e assim perder a "graça"; que desgraça seria isto. Percebam, apenas fazer, dar, participar. Existe até uma lógica nisto tudo. Por parte, agora sim, do feliz pastor, ou seria missionário, quem sabe bispo ou ainda o apóstolo, seja quem for, certo é que ele sim é feliz. Feliz não por ser instrumento de proclamção do evangelho. Feliz não por ser extensão da benfazeja mão divina que opera mais de forma ordinária que extraordinária. Mas feliz por ter em seus templos mais e mais pessoas dispostas a fazer algo ou fazer tudo para conseguir o seu milagre. Como que entrando em um mercado das redes "graças divinas" o infeliz cliente gasta tudo o que não tem. E para desgraça própria tenta comprar a graça de Deus.

Por mais ilógico que tal lógica possa parecer as pessoas gostam disto. Prova são templos cheios em meio a crise financeira e igrejas arrecandando como nunca. Para esta demonizações (não quiz escrever denominação) não existe a velha desculpa: "estou tão desanimado". Pois ali é o eu que dita as regras e não fica a mercê de um Deus que quer fazer a sua vontade e não a minha. É o eu que Estabeleçe as metas, que plano divino, vontade de Deus... Como diria a filosofa global "tô pangando". E como quem paga tem sempre a razão seja feita a minha vontade.

Com certeza a culpa é da graça. Quem sabe se fossemos mais pragmaticos teriamos templos cheios e arrecadações maiores???? Mas será que vale apena? Claro que não. A graça de Deus é a maior manifestação do amor divino. Graça é relacionamento, é entrega, é morte e ressurreição e por fim salvação eterna. Fomos enviados a pregar a graça que se faz ouvir nas palavras de Jesus "vinde a mim". A graça, antes de ser desanimadora deve ser desafiante. Provocar no coração gratidão, busca por santidade, entrega e dedicação.... Concluo com a certeza que a desculpa "estou desanimado" é simples sinal de falta: primero de gratidão a Deus que tudo nos deu gratuitamente no amado. E segundo falta de conversão. Pois aqueles que ficaram de frete para a cruz reconhecem o grande valor da graça de Deus.......
Graça, salvos pela graça que vem de Deus.

domingo, 5 de julho de 2009

Jesus: O caminho para a verdadeira adoração


A adoração faz parte do ser humano. Fomos criados seres adoradores. Esta é uma realidade inegável da natureza humana e que pode ser facilmente comprovada por qualquer sociólogo. Em qualquer parte do planeta, seja na tribo mais atrasada ou no País mais desenvolvido sempre encontraremos adoradores de alguém ou de alguma coisa. Em teologia isto é chamado senso da divindade. Cada ser humano traz gravado na sua mente a idéia da existência de um ser superior que precisa ser adorado. Partindo desta idéia o homem cria um sistema de adoração que definimos como um sistema religioso, ou seja, uma tentativa de se ligar ao divino.
Esta idéia incrustada na natureza humana se deve ao ato criador de Deus; que nos criou para o seu louvor e adoração. Isto mesmo. Fomos criados todos com um único propósito: adorar a Deus. Propósito sublime este. Ter um relacionamento íntimo e sincero com o criador do universo, expresso por amor e paz. Onde Deus, como Pai terno nos estenderia a sua benfazeja mão e nos abençoaria com toda sorte de bênçãos, principalmente a bênção da sua gloriosa presença.
Infelizmente as coisas não ficaram assim. Com a entrada do pecado no mundo o homem se afastou do Deus santo. Por causa do pecado um grande abismo, intransponível abismo se colocou entre Deus e o homem. No entanto o pecado que separou o homem de Deus não aniquilou o senso do divino no ser humano. Eis agora a humanidade com um grande e terrível problema. Criada para adorar, mas afastada de Deus por causa do pecado e com isto incapaz de adorá-lo.
Para resolver a ânsia, o grito do ser que clama por adorar o homem passou a construir, planejar e fabricar os seus próprios deuses. Criados, agora a sua imagem e semelhança e que de alguma forma aplacava, saciava a sede de adorar. No entanto o Deus verdadeiro, aquém desde o princípio o homem em santidade deveria cultuar, não aceita substitutos e considera tal ato por parte dos homens terrível idolatria. Assim podemos definir este verbete: Idolatria: Muito mais que adorar um ídolo, mas substituir o Deus verdadeiro por um falso deus. Neste sentido cada homem do planeta é um idólatra. Mesmo que não se ajoelhe frete um pedaço de madeiro ou pedra, mas se tem em seu coração uma outra divindade, mesmo que seja o próprio eu, tornasse um idolatra. Pobre homem. Criado para se relacionar com Deus. Por causa do pecado afastado Dele e na tentativa de resolver tal problema e se ligar novamente ao divino cava ainda mais o buraco em que está. Como resolver?
Ao que ao homem é impossível é possível para Deus. O abismo é grande, profundo, terrível... para o homem, não para Deus. Vencendo assim toda e qualquer separação Deus se faz homem em Cristo. O filho eterno se encarna. Ao homem perdido vem se colocar como caminho. Ao homem em trevas vem ser a luz do mundo e por seu sangue ligar novamente o homem a Deus. Todos os homens? Não. Mas apenas aqueles que o reconhecem como o elo, o meio pelo qual Deus nos atrai a si mesmo. E assim Jesus, o messias prometido, nascido de uma virgem paga em sua vida de obediência e em sua morte sangrenta as exigências de Deus e se faz meu substituto. Para que por meio de sua morte eu tenha a vida, por meio de sua ressurreição eu tenha a garantia da eternidade adorando ao eterno. Assim tendo sido criado para adorar posso, por meio de Cristo Jesus, adorar a Deus, com a certeza de ter sido aceito pelo Pai. A verdadeira adoração se descreve nestas palavras de Jesus: “Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” Mt. 11.28

quarta-feira, 1 de julho de 2009

REFORMA HOJE - SOMENTE A GRAÇA


Quanto vale a salvação? E a benção de Deus? Esta seria uma boa pergunta para ser feita no período de Lutero, o grande reformador. Neste período o papa Leão X oficializou uma prática comum do catolicismo medieval, a venda de indulgências. Por meio de dinheiro os fieis poderiam “comprar” o perdão de Deus. Com o dinheiro “arrecadado” com esta prática a Igreja Católica construiu a basílica de São Pedro no Vaticano.
Contra as indulgências e outros desvios da igreja Lutero e os reformadores se levantaram anunciando a graça de Deus por meio de Jesus Cristo como fundamento único para se obter o perdão. As noventa e cinco teses de Lutero fixadas à porta da Igreja de wittenberg desencadearam o maior avivamento espiritual desde os tempos apostólicos. A igreja Protestante cresceu e atingiu o mundo levando a mensagem da salvação em Cristo.
Igreja reformada se reformando sempre. Este era um dos lemas do período da reforma. Com esta frase os reformadores reconheciam a necessidade de sempre se retornar a palavra de Deus. Pois sabiam que com o passar do tempo a Igreja voltaria aos mesmos erros e a outros piores.
Quinhentos anos após a reforma vivemos a tragédia anunciada. As práticas denunciadas por Lutero e os outros reformadores se fazem presente dentro da chamada igreja evangélica brasileira. Quanto vale a bênção de Deus? Quanto Custo um ato, ou passo de fé? O dinheiro move o mundo, e move o coração de muitos “pastores” e igrejas neste país. A palavra pastores está entre aspas, pois esta é uma liderança religiosa banalizada na igreja evangélica. Pessoas sem estudo, sem preparo teológico tomam a frente de igrejas e manipulam a fé das pessoas e as fazem vender tudo o que tem para conseguir uma bênção de Deus. Na maioria das vezes os “fieis” são levados pelo desespero, são induzidos pela tragédia, com a promessa de que se entregarem tudo, receberão em dobro, triplo, cem vezes mais das mãos de Deus. São presas fáceis nas mãos de manipuladores que usam da tragédia humana como um meio “legal” para se enriquecerem e desacreditarem a pregação do evangelho. Precisamos de um novo Lutero. Que com coragem denunciem a roubalheira que acontece dentro de templos neopentecostais.
Somente a Graça. Nada mais que a Graça. A loucura da pregação é que a promessa de Deus ao homem é alcançada apenas pela fé. Crer na graça de Deus. Crer que nada que façamos pode comprar ou manipular a mão de Deus. A pregação de Lutero era exatamente esta. O dinheiro não comprava o perdão de Deus no século XVI, e muito menos compra a bênção de Deus no século XXI. Mas é como se John Tetzel tivesse ressuscitado e novamente se fizesse presente nas praças anunciando que o dinheiro pode comprar o perdão de Deus até para aqueles que violassem a própria mãe de Cristo.
Quanto vale o perdão de Deus? Quanto custa a bênção?............ nada, é tudo pela graça.
Que Deus tenha misericórdia de seu povo, e nos livre das indulgências contemporâneas. Lutero.......... já..............

domingo, 24 de maio de 2009

A IRRESISTIVEL GRAÇA DE DEUS

Em nossa primeira lição estudamos as trágicas conseqüências do pecado na raça humana. O homem que fora criado para ter comunhão com Deus se viu longe do seu criador e completamente incapaz de se aproximar novamente Dele. A Bíblia se utiliza de palavras fortes para definir a condição do homem caída em pecado tais como: morto, escravo e servo de satanás.
A própria palavra pecado define bem esta condição caída do homem. Em hebraico (língua que o Antigo Testamento foi escrito) a palavra pecado (hajx) entre outras coisas significa – perder o rumo. Em Grego (língua que o novo testamento foi escrito) o termo pecado (amartia) significa errar o alvo. Assim: O homem foi criado para ter comunhão com Deus, mas com a entrada do pecado do mundo o homem se desviou deste caminho e segue agora longe de Deus em direção e sentido do inferno.
No entanto Deus decidiu não condenar todos os homens ao inferno. E para poder salvar àqueles que Ele por livre graça escolheu desde a fundação do mundo (Ef. 1.3-14) Ele elaborou o plano de Salvação. Enviou seu filho unigênito ao mundo para que, por meio de uma morte substitutiva e redentiva o pecado dos eleitos fossem expiados e a Sua justiça satisfeita. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” . (2 Co 5:21).

A FÉ – A MARCA DISTINTIVA DOS ELEITOS

Todo àquele que crê será salvo. Esta é dedução lógica das palavras de Jesus em João 3.16 “...para todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.” Falando ao carcereiro na cidade de Filipos, Paulo lhe disse: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. “ (At.16.31). Existe, portanto algo que distingue aquele que vai ser salvo daquele que vai se perder eternamente, a Fé em Jesus. Este ato de crer em Jesus é muito mais do que acreditar que Ele nasceu, morreu e ressuscitou, lembre que várias seitas e falsas religiões pregam estes pontos. Tais como Testemunhas de Jeová, mórmons, Espíritas, mulçumanos etc. Mas, crê em
Jesus significa acreditar que o seu sacrifício na cruz é absolutamente suficiente, não sendo necessário mais nada para que o homem possa ser salvo. Crê em Jesus é reconhecê-lo como Senhor da vida, e confessa-lo publicamente: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Rm 10:9).

Assim o Salvo crê em Cristo enquanto o perdido não crê em Cristo

A FÉ UMA OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Até aqui temos dito que todos os homens estão mortos em seus delitos e pecados. (Ef 2.1. 5, Cl 2.13). No entanto temos dito também que todo àquele que crer em Cristo será salvo (Jo.3.16) mas, como homens mortos em delitos e pecados podem crer em Cristo? A resposta a esta pergunta é uma declaração formal da soberania de Deus na salvação do Perdido. Paulo a responde nestes termos: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” Ef.2.8 Deus dá ao homem a fé com a qual este homem crê em Jesus. Jesus falando da obra de Deus no coração do homem diz algo interessante: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.” (Jo 6.29). Perceba que a obra de Deus é fazer com que o homem creia naquele que o próprio Deus enviou, isto é, creia em Jesus. Contudo algo anterior ao ato de Crer acontece no coração do pecador para que ele possa compreender as coisas de Deus. A regeneração.

A REGENERAÇÂO ANTERIOR AO ATO DE CRER

Chamamos de regeneração o ato de Deus trazer vida àqueles que estavam mortos em seus delitos e pecados. A regeneração é anterior ao ato de crer, pois, mortos não podem crer. No entanto Deus atua no coração do eleito produzindo vida espiritual em seu coração. Paulo fala desta verdade nestes termos: “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,” (Ef 2:5). Tratando do mesmo assunto, ou seja, a nossa salvação o apóstolo continua: “Mas, quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, 5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,” (Tt. 3.4,5). Este ato de regenerar é uma das funções do Espírito santo. Percebamos que Paulo fala do lavar regenerador e renovar do Espírito Santo. Sem esta atuação no coração do morto espiritual não há a menor possibilidade de salvação. Conseqüentemente temos dois lados nesta atuação do Espírito. 1º De um lado nos eleitos – Ele age produzindo vida espiritual e fazendo com que este entenda a mensagem do evangelho e se volta para Deus. O maior exemplo disto é a própria conversão de Paulo no caminho de Damasco quando Deus lhe chama e este outrora morto espiritual, passa a entender as coisas de Deus e se torna um apóstolo de Cristo. (At. 9) 2º De outro lado a dos não eleitos: O Espírito Santo não age no coração do não eleito. Apenas o deixa seguir seu caminho de pecado em pecado até que ele se perca eternamente. Mas por que o Espírito não age também neste coração perdido? Esta é uma pergunta que só Deus pode responder: “Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” Rm 9:15 .
Mas esta é uma conseqüência lógica. Se todo aquele que crer será salvo e esta fé com que cremos nos é dado por Deus, o foto de muitos não crerem é por que não receberam a fé de Deus para que possam crer. Isto é eleição. Deus escolheu dentro o número total de pecadores àqueles que haveriam de crer em Cristo enquanto deixou os outros em seu estado de pecado. Posso até não entender, mas não posso deixar de ver está verdade nas escrituras. Jesus deixa esta verdade ainda mais clara ao afirmar: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.” (Jo 5.21)

O MEIO PELO QUAL A FÉ É PRODUZIDA NO CORAÇÃO DOS ELEITOS


Assim como Deus determinou antes da fundação do mundo o número dos eleitos; ele também determinou o meio pelo qual os eleitos crerão em Cristo. Este meio é a pregação do Evangelho. Somente por meio da pregação do evangelho Deus atua no coração do homem perdido produzindo fé . Percebamos a seqüência lógica de Paulo ao escrever aos Romanos: “12 ¶ Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! (Rm .10.13-15).
A seqüência de Paulo é : invocar – ser salvo – crer – ouvir o evangelho para crer. Invertendo a frase: o evangelho é pregado, o perdido crê e invoca o nome do Senhor. Tiago fala desta verdade nestes termos: “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tg 1.18). A clareza de Tiago é espantosa. Somos gerados não segundo o nosso querer, mas segundo o querer de Deus. E para tal fim, ou seja, nos gerar Ele se utiliza da palavra da verdade. Um dos exemplos mais fortes está no antigo testamento (Ez 37. 1 -15). O profeta é levado a um vale de ossos secos – este vale representa o povo de Deus. Mas quando o profeta começa a proclamar a palavra do Senhor o Espírito Santo atua sobre os ossos secos e faz surgir uma grande multidão. Sem pregação não há salvação. Por isso Jesus deu aos discípulos a grande comissão (Mt 28.19, Mc 16.15) Ir por todo o mundo pregando o evangelho.
A pregação do evangelho é o meio pelo qual Deus atua no coração do perdido produzindo fé e por fim a salvação. Por este motivo a função primordial do ministro do evangelho é pregar o evangelho. Ou seja: pregar a morte redentiva e substitutiva de Jesus na Cruz do calvário. A pregação da palavra é chamada meio de Graça por isto. Na ato da pregação Deus produz fé no coração do incrédulo. E neste momento também Deus atua no coração dos que já são salvos confortando, desafiando a mudanças diárias (santificação) e confirmando a fé em cada coração. Por isso a instrução de Paulo ao jovem pastor Timóteo é esta:” 1 Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; 4 e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 5 Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. (1Tm 4.1-5) – Deus cobra Fidelidade.

A VOCAÇÃO EFICAZ X VOCAÇÃO EXTERNA

Todos estes atos de Deus: regenerar, produzir fé por seu Espírito santo através da pregação do evangelho é chamado vocação Eficaz, ou seja, o chamado que Deus faz para àqueles que lhe pertencem. A este chamado o homem não pode negar. E nem dizer que não o quer. Em outras palavras: Uma vez chamado por Deus o homem não tem condições de negar o convite do evangelho, todos os que são convocados por Deus se convertem. Jesus expressa esta verdade nos seguintes termos: “ Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” (Jo 6.37). A declaração de Jesus não deixa dúvida quanto a doutrina, todo àquele que o Pai dá ao filho vem a ele sem exceção alguma.
Mas a Bíblia por diversas vezes não parece fazer um convite às pessoas para que aceitem a Cristo? Esta é a diferença entre vocação eficaz e vocação externa. Podemos citar estes versículos como exemplo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mat 11:28); “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. (Isaías 55:6) “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Ap 3:20). Em todos estes textos a mensagem do evangelho é oferecida gratuitamente e sinceramente a todos os homens, pois como diz Paulo: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens,” (Tito 2:11). Por meio da pregação o evangelho é anunciado, o amor de Deus é declarado e a promessa de que todos os que crerem serão salvos é feita. Neste momento existe uma atuação direta do Espírito Santo sobre os eleitos que ouvem a mensagem. Sobre eles o Espírito santo produz vida espiritual e eles entendem a mensagem do evangelho e passam a crer em Cristo. Enquanto que sobre os outros, os não eleitos, não há atuação nenhuma do Espírito Santo. Eles apenas seguem o seu caminho de pecado até a perdição eterna. Este é o exemplo de Lídia: “ No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido. Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia.” (At. 16.13,14). O texto é claro ao afirmar que Deus abriu o coração de Lídia para que ela entendesse.

DEUS FORÇA O HOMEM A ACEITÁ-LO?

Para alguns a doutrina da irresistível graça de Deus ensina que Deus força o homem a aceita-lo. Mas esta não é a verdade. Deus nunca força ninguém a aceita-lo. Lembremos que mesmo após o pecado o homem continuo sendo um ser religioso. Mas por causa da corrupção ele era incapaz de adorar ao Deus verdadeiro e passou a criar as suas próprias divindades. Agora, uma vez que este mesmo ser religioso sofre a ação do Espírito Santo em seu coração dando-lhe vida espiritual este ser tem condições de se voltar para o Deus verdadeiro e adora-lo em espírito e verdade. Não é Deus quem o força é o homem que, outrora criado para ter comunhão com Deus, se volta para o seu criador em arrependimento e fé confiando no sacrifício redentivo e expiatório de Cristo de Jesus em seu favor na cruz do calvário. Com nos diz Paulo: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2:4)

A EXPIAÇÃO PARTICULAR

A Bíblia descreve o homem natural (sem Cristo) como alguém que é espiritualmente morto, escravo do pecado e servo de satanás. Nesta condição estão todos os homens que descendem de Adão. Como nos diz Paulo: “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”. (Rm 3.10-12). Todos os homens estão, por causa de seus pecados, condenados a punição eterna, ao inferno. Entretanto aprouve a Deus não condenar todas as pessoas. Mas pela sua infinita graça e misericórdia, que Ele dispensa a quem quer, (Rm. 9.18) Deus, entre o número total de pecadores, escolheu um número de pessoas que ele decidiu salvar. Como nos diz Paulo: “¶ Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.29-30).
Todos aqueles que foram eleitos serão salvos. Contudo os eleitos também fazem parte do número total de pecadores, e como pecadores merecem a condenação ao inferno.

PLANO DE SALVAÇÃO

Para que todos aqueles que creram e crerão em Cristo seja salvos Deus preparou um plano de Salvação. Este plano consiste na morte de um substituto inocente e perfeito em lugar do homem pecador. Este substituto recebe toda a punição que deveria recair sobre o pecador e por este ato o pecador é aceito por Deus. Este substituto perfeito é Jesus. “João 3:16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” A cruz é a manifestação do plano de salvação. Quando Jesus morre no tempo e na história ele está cumprindo tudo o que a justiça de Deus requer para condenação e aceitação do pecador a sua presença. Neste sentido a morte de Cristo é substitutiva, ele morre em lugar do pecador e assume todo o castigo de Deus pelo pecado. Duas palavras definem o sacrifício de Jesus:


1ª Expiação: Morte de um inocente em lugar de um condenado.

2ª Redenção: Pagamento feito por um escravo colocando-o em seguida em liberdade

A morte de Jesus é, portanto expiatória e por meio dela temos a redenção. Ou seja, Jesus assume o meu lugar como pecador e pelo seu sacrifício eu sou liberto. Assim o Apóstolo Paulo define esta verdade: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5:21
e continua Paulo dizendo: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor,” Cl 1:13

O UNIVERSALISMO

Há quem pense que o sacrifício de Jesus foi universal. Jesus morreu por todo o mundo, dizem. Contudo, tal pensamento não reflete a realidade da obra de Cristo na cruz. Se a obra de Cristo é substitutiva, ou seja, ele assume o lugar do pecador e recebe a punição que este deveria receber pagando assim toda a sua dívida ; esta pessoa por quem Cristo morre é perdoada por Deus e por fim salva. Se agora eu digo que Cristo fez isto por todo o mundo, significa que ele recebeu a punição que cabia a todo o mundo tornando todo o mundo justificado e por fim todo o mundo perdoado. Nesta linha de raciocínio não há lugar para a condenação eterna, pois Cristo perdoou na cruz o pecado de todos os homens. Entretanto, não é esta a verdade que as escrituras ensinam: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela) Mt 7:13 Se são muitos os que entram pela porta da perdição e se perdem, significa que estas pessoas não foram perdoadas por Deus, assim sendo o sacrifício de Cristo na Cruz não é eficaz na vida destas pessoas, pois o sacrifício de Cristo é substitutivo e ainda assim estas pessoas vão para o inferno. Ou seja, Cristo não morreu por elas.

REDENÇÃO PARTICULAR OU EXPIAÇÃO LIMITADA

Chamamos redenção particular (batistas) ou expiação limitada (presbiterianos) a doutrina bíblica que ensina que Jesus morre na cruz do calvário em lugar de seu povo, a igreja. E somente sobre estes a obra de Cristo é eficaz trazendo perdão e reconciliação com Deus. Paulo expressa esta verdade nos seguintes termos em Efésios: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” Ef 5:25 A quem Cristo amou? Ao mundo inteiro? Não, Cristo amou a igreja. E por quem Cristo se entregou? Pelo Mundo? Não somente pela Igreja. E quem é a Igreja de Cristo? Igreja, são todos aqueles que crêem em Cristo Jesus como senhor e salvador de suas vidas. Se a igreja é o número total dos que crêem podemos de dizer então que Cristo morreu somente pelos que crêem.

EXPIAÇÃO E O ANTIGO TESTAMENTO

Esta doutrina fica mais clara quando a relacionamos com os símbolos do antigo testamento. Na instituição da Páscoa ( Ex.12), Deus dá ao povo de Israel a ordem de matar um cordeiro e passar o seu sangue sobre os umbrais das partas. Já no deserto Deus Criar um sistema sacrificial completo. Todos estes animais mortos em sacrifícios tinham dois significados: 1º O animal que morria representava aquele que o oferecia. O animal inocente morria no lugar do ofertante pecador. 2º O animal morto simbolizava Jesus – o cordeiro que tira o pecado do mundo. Não era o sangue do animal morto que tornava o ofertante aceito por Deus, mas o que ele significava Ou Seja, o próprio Cristo sendo morto na Cruz do calvário. O apóstolo Pedro nos ensina esta verdade assim: ”18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Pe 1 18-20). O escritor aos Hebreus também nos fala do sacrifício de Cristo eficaz sobre aqueles que são chamados por Deus: 11.Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! 15 ¶ Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. (Hb 9.11-15)
No ato de oferecer o sacrifício no antigo testamento, o ofertante levava o seu próprio animal que tomava o seu lugar. Este sacrifício era pessoal. Quem pecou deveria levar o animal para ser morto. O animal morto justificava somente aquele que o ofereceu – perceba a relação pessoal. Assim se dá com o sacrifício de Cristo. Este também é um sacrifício pessoal em favor dos eleitos. Paulo fala da pessoalidade do sacrifício de Cristo:” E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;” (Cl 2.13,14). Sob tais palavras se eu digo que Cristo morreu por todo o mundo significa que todas serão salvos, no entanto a Bíblia descreve a condenação dos pecadores ao inferno.

JESUS MORRE SOMENTE PELOS ELEITOS

Até aqui temos dito que o sacrifício de Jesus somente é eficaz (perdoa os pecados e faz a reconciliação com Deus) na vida dos que crêem. Contudo temos que definir quem são estes que crêem.
O Ato de crer é o exercício da fé. A Bíblia é clara ao afirmar que todo aquele que crê será salvo, (Jo 3.16, At 16.31, Rm 10.13,14) quanto a isto não há a menor discussão. Aliás, a Bíblia é ainda mais enfática ao afirmar que: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hb 11.6) Mas quem são estes que crêem? Para responder a esta pergunta devemos saber de onde vem a fé com a qual o homem crê em Jesus. Será que ela é produzida pelo próprio homem? Lembremos que a Bíblia descreve o homem como morto espiritual (Ef. 2.1,5 Cl 2.13). Sendo morto espiritual o homem não tem como produzir fé. Então de onde vem a fé para que o homem possa se salvar? Paulo responde a esta pergunta dizendo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” (Efésios 2:8).
Paulo está totalmente de acordo com o texto acima – alcançamos a salvação pela fé, ou como diz Paulo “mediante a fé”, mas de onde vem a fé? De nós? Paulo responde: “não vem de vós, é dom de Deus.” É Deus quem produz a fé com qual o crente crê. Por que ele não produz esta fé em todas as pessoas para que todas elas se salvem? Paulo também responde a esta indagação: “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Rm 9.14-16). O escritor aos Hebreus confirma as palavras de Paulo explicando quem cria a fé no coração do Crente.” olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus,” (Hb 12.2). Percebam que é ele quem Cria a fé e consuma no coração do salvo. Jesus também expressa esta verdade ao dizer: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.“(João 6:37), somente àqueles que o Pai tiver dado a Jesus se chegarão a ele. Fazendo uma ligação com o texto de Hebreus 6.11 que diz que para se aproximar de Deus é preciso crer, podemos dizer que Deus cria a fé no coração do homem e depois o leva até Cristo Jesus. Estes que recebem a ação de Deus criando fé por meio do evangelho para que se salvem são os eleitos de Deus. Como diz Paulo: “ assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,” (Ef. 1.4-7) Percebam a clareza de Paulo ao afirmar que aqueles que foram escolhidos antes da fundação do mundo e predestinados para se tornarem filhos de Deus recebem a redenção pelo sangue de Cristo e a remissão dos pecados. Podemos concluir, portanto que Cristo Jesus morreu pelos eleitos.

JESUS ORA SOMENTE PELOS ELEITOS

João 17.1, 2 Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, 2 assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.
João 17:9 É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus;


TEXTO INTERESSANTE

Como explicar este versículo que parecem contradizer a doutrina da Expiação limitada:

João 3:16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
O texto não diz que Deus amou ao mundo? O problema aqui é interpretar a palavra mundo como sendo todos os habitantes do planeta – Mas será que falando com Nicodemus (Judeu que se considerava único povo de Deus) Jesus não estaria dizendo que Deus ama pessoas de todos os ligares e não apenas de um? A questão aqui não é a totalidade de pessoas, mas pessoas de todo o mundo. Olhe este texto onde a palavra mundo não significa todos os habitantes do planeta. João 12:19 De sorte que os fariseus disseram entre si: Vede que nada aproveitais! Eis aí vai o mundo após ele. (os fariseus não o seguiam, portanto não era todo o mundo.”

domingo, 10 de maio de 2009

A Eleição - Solução de Deus para a Salvação do Homem em pecado

Todos os homens são pecadores.... e agora? Há alguma esperança de Salvação para ele? Como foi visto no último estudo todos os homens caíram em Adão. Todos se tornaram pecadores e espiritualmente mortos. Isto significa um afastamento completo e radical de Deus. Por causa do pecado, não há nada que o homem possa fazer para se aproximar de Deus, pois todas as suas obras são manchadas pelo pecado. Uma das conseqüências do pecado é a morte eterna. Todos os homens, descendentes de Adão estão fadados ao inferno e são por natureza corruptos e totalmente pecadores. Qual é então a esperança de Salvação?

A ELEIÇÃO DIVINA.

O que é Eleição? Chamamos eleição o ato soberano de Deus, movido pela sua graça e misericórdia, de não deixar todos os homens debaixo de Seu juízo e assim condenados a perdição eterna, mas escolher dentre o número total de pecadores e condenados àqueles que serão salvos por Cristo Jesus o Senhor.


A Eleição é incondicional

Qual seria o mérito para ser eleito por Deus? Nenhum. Pois todos os homens são pecadores. O termo incondicional significa que não há nada no ser humano que justifique a sua eleição por parte de Deus. Deus não nos elegeu por sermos bons ou maus, pois todos os homens são maus aos seus olhos como pecadores. Paulo se expressa desta forma quando fala da eleição de Jacó e o desprezo de Esaú: “9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho. 10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai. 11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), 12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. 13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.”(Rm 9.9-12).
Não há nada em Jacó que justifique a sua eleição, assim como não há nada em Esaú que justifica a sua não eleição, apenas a vontade de Deus – Que amou a Jacó e se aborreceu de Esaú.
Quando falamos de eleição, alguns dizem que Deus nos escolheu por previsão de Fé. Dizem: “Deus sabia que seriamos crentes e que creríamos Nele, por isso nos escolheu.” Percebam o absurdo de tal argumento. 1º - Se Deus sabe que seriamos crentes não precisaríamos de eleição, pois seriamos salvos independente dele. 2º - Se a escolha de Deus se baseia na sua previsão de que teríamos fé, significa que existiria alguma cousa no homem que motivaria a eleição de Deus. Neste caso a eleição seria um pagamento pela fé que eu já possuo e não pela Graça como nos ensina Paulo: “Pois pela graça sois salvos....” 3º - O Apostolo Paulo não ensina que o homem possui fé de e por si mesmo. Pelo contrário ele diz que a fé que possuímos é dom de Deus. (Ef. 2,8). O ensino claro das escrituras é que a eleição é incondicional. Paulo expressa esta verdade ao falar do poder de Deus na Salvação de Timóteo: “8 segundo o poder de Deus, 9 que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,” (2Tm 1.8,9) – Paulo é claro “Não segundo as nossas obras, mas conforme a sua determinação e graça.” Se Deus me escolhe por minha fé e não pela sua graça a Bíblia estaria se contradizendo.

O TEMPO DA ELEIÇÃO

Paulo nos diz em Efésios 1 que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. (Ef1.4). Argumentando à igreja em Tessalônica o apóstolo mais uma vez ressalta: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,” (2 Ts 2:13). Prestemos atenção no termo que Paulo utiliza – “Deus vos escolheu desde o princípio”. Este princípio é o tempo antes da própria criação do mundo quando ali Deus pela sua infinita graça decidiu nos salvar. É o que Paulo expressa a Timóteo ao dizer que fomos salvos antes dos tempos eternos (2Tm 1.9). Com estas palavras Paulo deixa claro que não há a menor possibilidade de um eleito perder a sua salvação, pois se fomos salvos como diz Paulo...”antes da fundação do mundo”, “desde o princípio”, antes dos tempos eternos” como poderíamos ganhar uma salvação hoje e perdê-la amanhã. Por não haver esta possibilidade é que Jesus diz: “7 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. (Jo 10.28,29)

ELEIÇÃO ENTRE PECADORES

Seria Deus injusto em escolher alguns e desprezar a outros? Alguns dizem que sim. Mas o que a Bíblia diz a este respeito? Veja as palavras de Paulo aos Romanos: “14 ¶ Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! 15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. 16 Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” A eleição é um direito de Deus como o Senhor do universo.
Esta eleição divina não é feita entre pessoas santas e justas. Se Deus escolhesse entre santos e decidisse mandar outros santos para o inferno, assim talvez haveria alguma injustiça, pois ninguém ali mereceria a punição eterna. Entretanto a eleição é feita entre seres pecadores. Todos merecem a condenação – no entanto Deus decidiu salvar alguns. Isto longe de ser injustiça é graça. Mas Deus não poderia escolher a todos? Se Ele quisesse, sim. Mas como diz Paulo: Deus tem misericórdia de quem lhe aprouver ter misericórdia, ou seja, Deus se compadece de quem Ele quer.


ELEIÇÃO E CONVERSÃO

Quando se fala de Eleição na Igreja dois erros são cometidos.
1º - Se alguém que não for eleito e se converter será salvo? Não existe a menor possibilidade de um não eleito se converte. O homem em seu estado natural é morto espiritualmente (ef.2.1, 5) , escravo do pecado (Rm 6) e servo de satanás. (Jo. 8.43,44). A eleição existe como ferramenta de Deus para a salvação. Somente os eleitos serão Salvos. Um exemplo nos é dado por Paulo. Certa vez pregando em Antioquia, nos diz Lucas em Atos que quase toda uma cidade foi a uma sinagoga para ouvir a pregação de Paulo. (At 13 44 – 52). Quantas pessoas ali se converteram? O texto nos responde: “48 Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.” Embora várias pessoas ouvissem a mensagem somente aquelas que foram destinadas para vida eterna foram salvas... o que é ser destinada? Foram eleitas por Deus antes da fundação do mundo.

2º - Se alguém é “eleito” mesmo que ele não se converta será salvo? Não! A marca da eleição é a conversão. É a conversão que testemunha da minha eleição. Desta forma não existe verdadeira eleição sem conversão. A Bíblia é muito clara quando diz que é necessário crer no Senhor Jesus para ser salvo. Paulo é ainda mais enfático ao afirmar: “13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10.13-14). Percebam que Paulo diz que para ser salvo é necessário invocar o nome do Senhor. Isto é conversão. Por conseguinte não existe a menor possibilidade de alguém se salvar sem confessar a Jesus como Senhor. O próprio Jesus Diz: ”Por que Deus amou ao mundo de tal maneira para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16). É necessário crer para ser salvo.
Quando relacionamos conversão e eleição a conclusão que chegamos é esta: todos os eleitos se converterão e confessarão a Cristo Jesus como Senhor. Todos aqueles por quem Cristo morreu serão no tempo de Deus chamados pela pregação do evangelho e aceitarão a Jesus. É o que Paulo expressa no prefácio de sua carta a Tito. “1 ¶ Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade,2 na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos”3 e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,” (Tt. 1.3-3). Todos os eleitos ouvirão do evangelho e se converterão a Cristo.

A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ELEIÇÃO

Deus impede os não eleitos de aceitarem a Jesus? De forma alguma. A ação do Espírito Santo no momento da pregação é somente sobre os eleitos. Deus não tampa os olhos e nem fecha os ouvidos dos pecadores para que não ouçam a mensagem. O próprio pecado os impede de entender as coisas de Deus, Assim diz Paulo: : “ Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus porque lhe são loucura, e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2.14).
Em cada pregação o evangelho é oferecido sinceramente aos homens. Todos os que se converterem serão salvos. É neste sentido, como diz Paulo a Tito: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”(Tt 2.11). Esta graça é anunciada a cada pessoa presente. No entanto a ação de Deus é somente sobre os eleitos fazendo com que eles entendam a mensagem e se convertam. Este é o caso de Lídia em Atos 16:14: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia.” Sem a atuação de Espírito Santo abrindo o coração de Lídia ela permaneceria no seu judaísmo.

A ELEIÇÃO E A IGREJA

Alguns pregadores contemporâneos por não entenderem a doutrina Bíblica da Eleição tentam nega-la. Mas para se ajustarem aos termos Eleição e predestinação que por várias vezes aparece nas escrituras inventaram uma outra doutrina: A “eleição da Igreja”. Dizem: Deus escolheu para a salvação a sua Igreja. E no momento da volta de Cristo aqueles que estiverem e pertencerem a Igreja serão salvos. Desta forma, Deus não elegeu indivíduos, mas a sua Igreja. Para ser salvo cada indivíduo deve entrar para a Igreja. Infelizmente este é um ensino Católico Romano que está dentro de muitas “Igrejas Evangélicas”.
Pensemos um pouco: O que é a Igreja? Paulo diz em Cl 1:24 que a Igreja é o corpo de Cristo. E em 1 Coríntios 12:27 Paulo diz “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.” E isto falando aos crentes da Igreja de Corinto. Assim somos INDIVIDUALMENTES membros do corpo de Cristo o que a Bíblia chama de Igreja.
Fazendo dois silogismos com doutrina da Eleição da Igreja


Tese: Deus escolheu a Igreja para a salvação
Anti-tese: A igreja é o corpo de Cristo
Logo: Deus escolheu seu corpo que é a Igreja para a salvação


Tese: Deus escolheu seu corpo que é a igreja para a salvação
Antítese: Individualmente somos membros deste corpo
Logo: fomos individualmente escolhidos

A eleição é pessoal. Deus não elegeu uma estrutura para a eternidade, Deus se relaciona com pessoas. O Termo Igreja diz isto – “Aqueles que foram chamados para fora” isto é pessoal.

Concluo com as palavras de Paulo:

Ef. 1.11 ...”Nele digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O PECADO E A REALIDADE DA MORTE ESPIRITUAL

O Apóstolo Paulo falando ao carcereiro da cidade de Filipos disse: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” (At16.31) O ato simples de crer era a garantia de salvação daquele homem. Entretanto algumas perguntas podem ser feitas partindo desta declaração. 1ª – Por que preciso ser salvo? 2ª – Por que algumas pessoas se salvam e outras não? 3ª Posso ter certeza da minha salvação? 4ª Será que eu posso perder a minha salvação? Para responder a estas perguntas estaremos estudando os fundamentos da graça de Deus e seu processo de salvação. Partindo da teologia de Paulo e usando o suporte do restante das escrituras estudaremos os cinco pontos essenciais da salvação do povo de Deus.

1ª Ponto – O Pecado – a catástrofe da humana
A realidade, conseqüências e universalidade do Pecado.

A REALIDADE DO PECADO

Por que precisamos de uma salvação? O homem foi criado por Deus a sua imagem e semelhança. Com um propósito determinado – “Glorificar a Deus”. Nos diz Paulo:” Pois somos feitura Dele (de Deus), criados em cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.“ (Ef.2.10)
Colocado em um jardim o homem tinha livre acesso ao grande Deus e perfeita comunhão com Ele. Neste jardim Deus deu ao homem um teste prova. Gn 2,17 – Deus permitiu ao homem comer do fruto de todas as árvores do jardim, entretanto lhe proibiu comer de uma em especial. A chamada árvore do conhecimento do bem e do mal lhe foi vetada sob pena de morte. Contudo nossos primeiros pais, enganados pelo Diabo, desobedeceram a Deus e comeram do fruto proibido. (Gn. 3). Este simples ato de comer do fruto proibido fez com que o pecado entrasse no mundo.
Mas quais foram as conseqüências do pecado na vida do homem? A promessa feita por Deus a Adão em Gn 2.17 era a de morte em caso de desobediência. E foi exatamente isto que lhes aconteceu – Morte espiritual, física e eterna.

PECADO ORIGINAL: CULPA E CORRUPÇÃO

O pecado deve ser analisado sob duas perspectivas.
1ª - Culpa pelo pecado de Adão - Deus deu a Adão um teste prova no Éden. Ali Adão era o nosso representante – se ele vencesse venceríamos, se ele perdesse perderíamos. Como ele desobedeceu a Deus todos aqueles que descendem dele nascem escravos do pecado. É esta culpa que faz o recém nascido um pecador. Paulo descreve esta verdade nestes termos: “12Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5.12).
2ª - corrupção – Tendo como fundamento à culpa do pecado de Adão (pecado Original) a natureza pecaminosa começa a produzir seus próprios pecados. Assim como uma casa se edifica sobre o alicerce nossos pecados atuais se edificam sobre o pecado original

AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

Morte espiritual: “Por que o salário do pecado é a morte” (Rm .6.23). Tendo sido criado para ter Comunhão com Deus o homem se viu distante do seu criador por causa do pecado. Esta separação é descrita nos seguintes termos pelo profeta Isaias: “ 1 ¶ Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59. 1,2). Isto é morte espiritual. Mesmo Deus estando “disponível”¹ ao homem como o texto diz (a mão do senhor não está encolhida e nem surdo seus ouvidos), contudo por causa do pecado este mesmo homem esta distante de seu criador e não pode adorá-lo e nem servi-lo. Esta “disponibilidade” de Deus se verifica até mesmo na ato revelacional. Nos diz as escrituras que a criação declara a existência do criador (Sl. 19.1-4 e Rm 1.20), no entanto o homem é impedido pelo pecado de perceber o Deus verdadeiro nesta revelação e passa a adorar a natureza. Até mesmo frente a pregação clara do evangelho o homem deixado a sua livre vontade é incapaz de ouvir a voz de Deus e de se converter. Assim nos diz Paulo: “ Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus porque lhe são loucura, e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2.14).
O Apostolo Paulo descreve o homem como morto espiritual em sua relação com seu criador quando ele nos diz “... estando vós morto em delitos e pecado”. (Ef 2.1) “ e estando nós mortos em nossos delitos... (Ef 2.5)”; “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões “ (Cl 2.13). Eis aqui um ponto deveras importante. O estar morto espiritualmente impossibilita ao homem qualquer meio de se aproximar de Deus, pois o homem além de morto é escravo do pecado. Mas é uma escravidão da qual o homem não quer se libertar, pois, ele sente prazer no pecado. Paulo escrevendo esta verdade diz que o homem sem Cristo vive segundo os valores desde mundo, seguindo a vontade de diabo, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos.(Ef. 2.2-3) Como nos diz Jesus: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque suas obras eram más.” (Jo3.19) Aqui cai o mito existencialista² do livre-arbítrio.

LIVRE ARBÍTRIO X ESCRAVIDÃO DO PECADO

O que seria livre arbítrio? Livre arbítrio seria a possibilidade de o homem fazer a suas escolhas sem que houvesse algo que determinasse estas escolhas. Assim estas escolhas estariam livres de influencias e totalmente livres. Mas se há qualquer coisa, por menor que seja que influência a escolha, ela deixa de ser livre e passa a ser determinada por alguma coisa. Como exemplo pode-se dizer.
- Um homem com sede ao escolhe um copo de água e não uma xícara de café tem neste ato algo que determina a sua escolha. A sede lhe faz preferir a água ao invés do café. -
Será que as escolhas dos homens são livres de influências? Muitas coisas influenciam as escolhas humanas – moda, política, time de futebol, cultura. Todas estas coisas fazem o homem escolher determinados objetos em detrimento de outros. Mas existe um fator mais determinante ainda e que influencia as nossas escolhas – o pecado. Assim nos diz Paulo: “15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. 16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.” (Rm 7.15-19). O pecado determina todas as nossas escolhas e mancha todas as nossas obras. Assim nos diz o profeta Isaias – “Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is64 4,5) Até mesmo as boas ações do homem são motivadas e manchadas pelo pecado.Nossa vontade é determinada pelo pecado de tal forma que o homem não escolhe o melhor para Deus, mas para si mesmo e para satisfazer os seus desejos. E Isto o afasta de Deus sempre. Principalmente no que diz respeito a religião.

O PECADO E A RELIGIOSIDADE HUMANA

O homem foi criado para ter comunhão com Deus. Por natureza, então, o homem é um ser religioso que se aproxima do sagrado por necessidade. Se o pecado não tivesse entrado no mundo todos os homens adorariam a Deus de forma perfeita. Mas com a vinda do pecado e a conseqüente separação do homem do seu criador criou-se um buraco existencial na natureza humana. O homem criado para adorar, por causa do pecado, não podia mais adorar ao Deus verdadeiro. Como resolver esta situação? O Homem passou a criar os seus próprios deuses e a formular diversas religiões para se aproximar destes deuses. (Rm.1.18-25) Infelizmente, esta atitude longe de resolver o problema do pecado simplesmente faz o homem se afastar mais ainda do verdadeiro Deus.
Mas o homem não pode se libertar sozinho desta natureza de pecado? O ensino bíblico é taxativo, categórico em relação a isto. A resposta é não. O homem deixado a sua própria sorte, contando com suas próprias forças nunca poderá se libertar do pecado e se aproximar do seu criador. Assim nos fala o profeta Jeremias: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” (Jr 13.23). A natureza do homem é completamente corrupta.

A EXTENSÃO DO PECADO

A quantas pessoas o pecado atingiu? Será que não podem existir pessoas que não cometam pecados?
Na história houve pessoas que ensinavam a possibilidade de existir pessoas que não nasciam em pecado. Diziam elas que o pecado era uma conseqüência social e que as pessoas aprendiam a pecar por imitação. Entretanto de tal fato fosse verdadeiro era de se esperar que existisse pelo menos um ser sem pecado no mundo o que não existe. O homem carrega uma marca da existência do pecado em sua natureza – A morte física. Paulo nos diz em Rm 6.23 que “o salário do pecado é a morte”. Assim, se o homem morre fisicamente é como conseqüência do pecado que nele habita. Isto vale para todos. Desde os fetos no ventre das mães aos mais idosos. Os homens morrem por que são pecadores. Davi reflete esta realidade ao escrever o Salmo 51 e dizer “Eu nasci na iniqüidade e em pecado me concebeu minha mãe.” Ainda falando do pecado existente desde o nascimento continua Davi. “Desviam-se os ímpios desde sua concepção, nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” (Sl 58.3) Todos são pecadores indiscriminadamente. Por isso continua falando Davi: “2 Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. 3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um”.(Sl 53.2,3). Por mais dura que possa parecer a declaração da Palavra de Deus, esta é uma verdade que não pode ser negada – o homem é completamente pecador em todos os seus atos e ações, pensamentos e sentimentos e não há nada nele que agrade a Deus
E Paulo resume bem esta verdade ao afirmar: “11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer...15 são os seus pés velozes para derramar sangue,16nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 desconheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Rm 3.11-18)
AS DURAS PALAVRAS DE JESUS

O ensino de Jesus sobre verdade da natureza de pecado do homem é ainda mais duro. Discutindo com os fariseus Jesus lhes explicou o motivo da cegueira deles e por que eles não o ouviam nem o seguiam. “Primeiro Jesus lhes pergunta:” “Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem?” (Jo.8.43) Logo em seguida Jesus lhes responde: É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. 44 Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. (Jo 8.43,44). O homem natural é do Diabo (Jo 8.44, 2Tm2.25-26), escravo do pecado e vive apenas para satisfazer a vontade de Satanás. (Jo Ef .2.3-4).

CONCLUSÃO

A certeza da condenação: O homem em seu estado de pecado e deixado a sua livre vontade pecaminosa está condenado ao inferno. Incapaz de ouvir voz de Deus revelada na natureza e na pregação do evangelho o ser humana não pode se aproximar do seu criador. A única possibilidade de salvação está na ação de Deus, distinta da ação do homem....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E a liberdade???????????????????????????

É muito fácil clamar por liberdade e exigir o fim do preconceito quando se ocupa a posição de “vítima” em tal relação. No entanto creio que esta é uma via de mão dupla. A suposta liberdade para que as pessoas escolham a sua orientação sexual, deveria ser acompanha pela liberdade daqueles que não concordam com tais escolhas de se manifestar. Em tempo é bom que se diga, que a escolha de uma pessoa em ser homossexual é verdadeiramente uma escolha pessoal e não uma imposição da natureza; Onde uma pessoa nasce com esta ou aquela orientação, pois, se tal fato ocorresse o homossexualismo seria uma doença e tratável seria apenas um descontrole hormonal. No entanto o homossexualismo foi retirado da lista de doenças pela OMS em 1990. Assim o homossexualismo nada mais é do que uma escolha pessoal.

Não defendo uma inquisição contra os homossexuais, mas, assim como os tais praticantes desta “orientação”, podem ir e vir, falar e serem ouvidos, aqueles que contrários a esta posição deveriam possuir o mesmo direito. Mas em terras tupiniquins dar direito a alguém é tirar o direito de outro. Observem: A um homossexual é dado todo espaço na mídia para defender sua “causa”, mas os que não concordam basta uma simples palavra para serem taxados de xiitas, trogloditas e preconceituosos. Mas não seria crime tirar o direto de alguém de se pronunciar...?

Um caso pode muito bem ilustrar isto que estou dizendo. O site terra vinculou uma notícia no dia 22 de Janeiro onde a música de um ex-gay italiano era considerada favorita a ganhar um importante prêmio. A música com o tema “Luca era Gay” aborda a cura do homossexualismo, experiência vivida pelo próprio cantor, que declara que sua antiga orientação sexual era fruto de um desvio comportamental resultado de uma criação excessivamente feminina e com a falta de uma forte figura paterna. O cantor declara que: “Quem diz que se nasce gay está equivocado. Você se apaixona por um homem porque é ele quem você queria ser” (http://www.gay1.com.br/cgi-bin/news/viewnews.cgi?id=20090122522510358489&tmpl=news).

O mais interessante nisso tudo é que, este mesmo movimento que apregoa a quatro cantos a liberdade “à causa Gay”, fez exigências à direção do festival no sentido de que a música fosse vetada. Mas e a liberdade? Entretanto o festival San Remo não acatou a exigência e tudo acontecerá como o planejado no mês de fevereiro.

Bem que o Brasil podia ter a mesma coragem e dar aos dois lados, homossexuais e heterossexuais, o mesmo direito de falar. E não apenas dar ao homossexual o direito de beijar em qualquer lugar e obrigar o restante a assistir sem poder falar nada com o risco de serem acusados de preconceito........ liberdade sem crítica é ditadura.