quarta-feira, 8 de julho de 2009

A CULPA É DA GRAÇA


A GRAÇA SERIA O PROBLEMA?

Já a algum tempo ouço desculpas de pessoas que sistematicamente faltam aos cultos. A principal delas é : "estou tão desanimada". Este desanimo se deve, creio eu principalmente pela teologia reformada. Parece um absurdo, mas observem. O culto reformado é caracterizado pela sua confiança na graça de Deus. Foi Deus que enviou seu filho amado para nos salvar por meio de sua morte substitutiva. É Deus que nos chamada pela pregação da palavra. É o Espírito Santo que regenera e nos capacita à responder ao convite do evangelho. É Deus que ouve as nossas orações e é Deus que nos estende a sua poderosa mão para nos abençoar. Como igreja reforma, centralizada na graça de Deus, ensinamos, assim como os reformadores o fizeram, que Deus não se deixa comprar pelo esforço ou pelas boas obras humanas, pois tudo é pela graça. E infelizmente este tem sido o nosso grande problema.

Em tempos de teologia da prosperidade, onde o infeliz fiel, ou melhor escravo, é levado a se esforçar ao máximo para obter alguma coisa de Deus a teologia da graça é sem sentido, pois sem esforço não tem graça. Desta forma o infeliz fiel dá tudo o que tem. Investindo como em um título de capitalização com a esperaça de que recebera em dobro tudo o que investiu. Na esperança de conseguir o milagre o infeliz fiel participa de suas correntes, as quais ele não pode faltar a nenhuma reunião sob pena de quebrar o elo e assim perder a "graça"; que desgraça seria isto. Percebam, apenas fazer, dar, participar. Existe até uma lógica nisto tudo. Por parte, agora sim, do feliz pastor, ou seria missionário, quem sabe bispo ou ainda o apóstolo, seja quem for, certo é que ele sim é feliz. Feliz não por ser instrumento de proclamção do evangelho. Feliz não por ser extensão da benfazeja mão divina que opera mais de forma ordinária que extraordinária. Mas feliz por ter em seus templos mais e mais pessoas dispostas a fazer algo ou fazer tudo para conseguir o seu milagre. Como que entrando em um mercado das redes "graças divinas" o infeliz cliente gasta tudo o que não tem. E para desgraça própria tenta comprar a graça de Deus.

Por mais ilógico que tal lógica possa parecer as pessoas gostam disto. Prova são templos cheios em meio a crise financeira e igrejas arrecandando como nunca. Para esta demonizações (não quiz escrever denominação) não existe a velha desculpa: "estou tão desanimado". Pois ali é o eu que dita as regras e não fica a mercê de um Deus que quer fazer a sua vontade e não a minha. É o eu que Estabeleçe as metas, que plano divino, vontade de Deus... Como diria a filosofa global "tô pangando". E como quem paga tem sempre a razão seja feita a minha vontade.

Com certeza a culpa é da graça. Quem sabe se fossemos mais pragmaticos teriamos templos cheios e arrecadações maiores???? Mas será que vale apena? Claro que não. A graça de Deus é a maior manifestação do amor divino. Graça é relacionamento, é entrega, é morte e ressurreição e por fim salvação eterna. Fomos enviados a pregar a graça que se faz ouvir nas palavras de Jesus "vinde a mim". A graça, antes de ser desanimadora deve ser desafiante. Provocar no coração gratidão, busca por santidade, entrega e dedicação.... Concluo com a certeza que a desculpa "estou desanimado" é simples sinal de falta: primero de gratidão a Deus que tudo nos deu gratuitamente no amado. E segundo falta de conversão. Pois aqueles que ficaram de frete para a cruz reconhecem o grande valor da graça de Deus.......
Graça, salvos pela graça que vem de Deus.

domingo, 5 de julho de 2009

Jesus: O caminho para a verdadeira adoração


A adoração faz parte do ser humano. Fomos criados seres adoradores. Esta é uma realidade inegável da natureza humana e que pode ser facilmente comprovada por qualquer sociólogo. Em qualquer parte do planeta, seja na tribo mais atrasada ou no País mais desenvolvido sempre encontraremos adoradores de alguém ou de alguma coisa. Em teologia isto é chamado senso da divindade. Cada ser humano traz gravado na sua mente a idéia da existência de um ser superior que precisa ser adorado. Partindo desta idéia o homem cria um sistema de adoração que definimos como um sistema religioso, ou seja, uma tentativa de se ligar ao divino.
Esta idéia incrustada na natureza humana se deve ao ato criador de Deus; que nos criou para o seu louvor e adoração. Isto mesmo. Fomos criados todos com um único propósito: adorar a Deus. Propósito sublime este. Ter um relacionamento íntimo e sincero com o criador do universo, expresso por amor e paz. Onde Deus, como Pai terno nos estenderia a sua benfazeja mão e nos abençoaria com toda sorte de bênçãos, principalmente a bênção da sua gloriosa presença.
Infelizmente as coisas não ficaram assim. Com a entrada do pecado no mundo o homem se afastou do Deus santo. Por causa do pecado um grande abismo, intransponível abismo se colocou entre Deus e o homem. No entanto o pecado que separou o homem de Deus não aniquilou o senso do divino no ser humano. Eis agora a humanidade com um grande e terrível problema. Criada para adorar, mas afastada de Deus por causa do pecado e com isto incapaz de adorá-lo.
Para resolver a ânsia, o grito do ser que clama por adorar o homem passou a construir, planejar e fabricar os seus próprios deuses. Criados, agora a sua imagem e semelhança e que de alguma forma aplacava, saciava a sede de adorar. No entanto o Deus verdadeiro, aquém desde o princípio o homem em santidade deveria cultuar, não aceita substitutos e considera tal ato por parte dos homens terrível idolatria. Assim podemos definir este verbete: Idolatria: Muito mais que adorar um ídolo, mas substituir o Deus verdadeiro por um falso deus. Neste sentido cada homem do planeta é um idólatra. Mesmo que não se ajoelhe frete um pedaço de madeiro ou pedra, mas se tem em seu coração uma outra divindade, mesmo que seja o próprio eu, tornasse um idolatra. Pobre homem. Criado para se relacionar com Deus. Por causa do pecado afastado Dele e na tentativa de resolver tal problema e se ligar novamente ao divino cava ainda mais o buraco em que está. Como resolver?
Ao que ao homem é impossível é possível para Deus. O abismo é grande, profundo, terrível... para o homem, não para Deus. Vencendo assim toda e qualquer separação Deus se faz homem em Cristo. O filho eterno se encarna. Ao homem perdido vem se colocar como caminho. Ao homem em trevas vem ser a luz do mundo e por seu sangue ligar novamente o homem a Deus. Todos os homens? Não. Mas apenas aqueles que o reconhecem como o elo, o meio pelo qual Deus nos atrai a si mesmo. E assim Jesus, o messias prometido, nascido de uma virgem paga em sua vida de obediência e em sua morte sangrenta as exigências de Deus e se faz meu substituto. Para que por meio de sua morte eu tenha a vida, por meio de sua ressurreição eu tenha a garantia da eternidade adorando ao eterno. Assim tendo sido criado para adorar posso, por meio de Cristo Jesus, adorar a Deus, com a certeza de ter sido aceito pelo Pai. A verdadeira adoração se descreve nestas palavras de Jesus: “Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” Mt. 11.28

quarta-feira, 1 de julho de 2009

REFORMA HOJE - SOMENTE A GRAÇA


Quanto vale a salvação? E a benção de Deus? Esta seria uma boa pergunta para ser feita no período de Lutero, o grande reformador. Neste período o papa Leão X oficializou uma prática comum do catolicismo medieval, a venda de indulgências. Por meio de dinheiro os fieis poderiam “comprar” o perdão de Deus. Com o dinheiro “arrecadado” com esta prática a Igreja Católica construiu a basílica de São Pedro no Vaticano.
Contra as indulgências e outros desvios da igreja Lutero e os reformadores se levantaram anunciando a graça de Deus por meio de Jesus Cristo como fundamento único para se obter o perdão. As noventa e cinco teses de Lutero fixadas à porta da Igreja de wittenberg desencadearam o maior avivamento espiritual desde os tempos apostólicos. A igreja Protestante cresceu e atingiu o mundo levando a mensagem da salvação em Cristo.
Igreja reformada se reformando sempre. Este era um dos lemas do período da reforma. Com esta frase os reformadores reconheciam a necessidade de sempre se retornar a palavra de Deus. Pois sabiam que com o passar do tempo a Igreja voltaria aos mesmos erros e a outros piores.
Quinhentos anos após a reforma vivemos a tragédia anunciada. As práticas denunciadas por Lutero e os outros reformadores se fazem presente dentro da chamada igreja evangélica brasileira. Quanto vale a bênção de Deus? Quanto Custo um ato, ou passo de fé? O dinheiro move o mundo, e move o coração de muitos “pastores” e igrejas neste país. A palavra pastores está entre aspas, pois esta é uma liderança religiosa banalizada na igreja evangélica. Pessoas sem estudo, sem preparo teológico tomam a frente de igrejas e manipulam a fé das pessoas e as fazem vender tudo o que tem para conseguir uma bênção de Deus. Na maioria das vezes os “fieis” são levados pelo desespero, são induzidos pela tragédia, com a promessa de que se entregarem tudo, receberão em dobro, triplo, cem vezes mais das mãos de Deus. São presas fáceis nas mãos de manipuladores que usam da tragédia humana como um meio “legal” para se enriquecerem e desacreditarem a pregação do evangelho. Precisamos de um novo Lutero. Que com coragem denunciem a roubalheira que acontece dentro de templos neopentecostais.
Somente a Graça. Nada mais que a Graça. A loucura da pregação é que a promessa de Deus ao homem é alcançada apenas pela fé. Crer na graça de Deus. Crer que nada que façamos pode comprar ou manipular a mão de Deus. A pregação de Lutero era exatamente esta. O dinheiro não comprava o perdão de Deus no século XVI, e muito menos compra a bênção de Deus no século XXI. Mas é como se John Tetzel tivesse ressuscitado e novamente se fizesse presente nas praças anunciando que o dinheiro pode comprar o perdão de Deus até para aqueles que violassem a própria mãe de Cristo.
Quanto vale o perdão de Deus? Quanto custa a bênção?............ nada, é tudo pela graça.
Que Deus tenha misericórdia de seu povo, e nos livre das indulgências contemporâneas. Lutero.......... já..............