1. União com Cristo
Toda doutrina relacionada à salvação e à vida cristã deve ser orientada em torno dessa pedra de toque da fé. Nenhuma teoria de crescimento ou desenvolvimento cristão pode obscurecer ou ignorar esse fato central. Na espiritualidade reformada, o objetivo e o subjetivo, o exterior e o interior, estão ligados inseparavelmente por essa realidade. “Em Cristo” somos justificados e estamos sendo santificados. Esta união é vital para o relacionamento que temos com Deus Pai. Ele nos ama em Cristo, nos abençoa em Cristo, nos guia em Cristo.
2. Justificação pela Fé Somente
“Declarado justo”: essa expressão jurídica é o cerne das Boas Novas. Se buscarmos obter o favor divino por meio da nossa vontade ou do nosso correr, terminaremos rapidamente com a justiça própria ou o desespero. O progresso na obediência vem somente à medida que reconhecemos Cristo como sendo nossa justiça, santidade e redenção. O fundamento desta justificação está no ato de Deus aplicar em nós a perfeita obediência de Cristo e os méritos de sua morte e ressurreição. De tal forma que Deus quando se relaciona com alguém que está em Cristo (a importância de nossa união com ele) o vê como um obediente à lei, com base na obediência de Cristo, e como alguém que já morreu por causa pelo seu pecado. Neste sentido Jesus nos representa ativamente, obedecendo em nosso lugar, e passivamente, recebendo a justiça de Deus na cruz em nosso lugar.
3. Santificação
Eis aqui outra palavra bíblica essencial. Uma vez declarado justo pela imputação da justiça de Cristo, agora crescemos em justiça pessoal em união com Cristo e Sua justiça. Em nossa salvação, não contribuímos com nada, exceto o nosso pecado. Mas, uma vez regenerados pela graça de Deus (à parte da nossa cooperação), estamos livres para cooperar com o Espírito Santo pela primeira vez. A santificação, portanto, diferente da regeneração, justificação, etc., requer a nossa energia e participação. Crescemos na graça e no conhecimento de Cristo, ativamente animados pelo evangelho. Tanto a justificação como a santificação são dom de Deus, em virtude da nossa união com Cristo. Embora haja participação não existe exclusividade. É o Espírito Santo, que pelos meios de graça, nos conduz em santificação. Cooperamos utilizando estes meios de graças (pregação da palavra, participação dos sacramentos e da oração).
4. Chamado/Vocação
Também relacionado ao “sacerdócio de todos os crentes”, essa doutrina reformada enfatiza o fato que tudo o que fazemos honra a Deus se o fizermos em fé. Um lixeiro não é menos espiritual que um missionário. Deus criou cada um de nós com certos dons e nós devemos encontrar significado e realização não somente nas coisas relacionadas à igreja, mas em nosso trabalho e lazer também. Essa doutrina, mais do que qualquer outra, foi responsável pelo que veio a ser identificado como “a ética protestante de trabalho”.
5. Sacramentos
Batismo e Santa Ceia, na espiritualidade reformada, figuram proeminentemente como “meios de graça”. Batismo é o começo da nossa vida em Cristo, e na Santa Ceia nos alimentamos de Cristo – o Pão da Vida – ao longo da nossa jornada no deserto
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