quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A exclusividade de Jesus e da fé Cristã

 “Porque somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” 2 Co 2.15

(Leituras adicionais: Sl 1; MT. 28. 18-20; Jo 3. 13-21; Jo 14.1-6; Atos 1.8; Atos 14. 8-18; Atos 17.22-31; Rm 01. 19 -32; Rm 10. 9-15)

Em tempos pós-modernos é comum ouvir frases tais como “Todos os caminhos levam a Deus”, “não importa a religião”, “estão todos servindo a Deus”, “você tem a sua verdade eu tenho a minha.” Este relativismo pode ser mapeado até a Grécia antiga em um sofista chamado Protágoras. Sua frase mais famosa ressoa ainda nos dias de hoje: “O Homem é a medida de todas as coisas.” Ou seja, não existem absolutos, cada um determina o que é a verdade para si, pois, afinal, o homem é na medida de todas as coisas. Em tempos mais recentes esse relativismo se expressa na filosofia existencialista se Jean Paul Sartre e sua frase emblemática “A existência precede a essência.” Ou seja, não existe uma determinação, um decreto, um destino. O ser determina o que ele será e não padrões pré-estabelecidos pela sociedade, religião ou livros sagrados. A fórmula feminista da filosofia de Sartre se apresenta na ideia que está na base da ideologia de gênero, defendida por minorias hoje em dia, oriunda de Simone de Beauvoir “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Além de atingir claramente a moral da sociedade esta forma de pensar atingi a religião. Se cada um tem a sua verdade e determina seu caminho e sua existência não existe religião verdadeira, mas aquela que melhor agrada o “adorador” independente da matiz religiosos seja espirita, católica, religiões afros, politeístas e até mesmo ateus. EM meio a todo este relativismo o cristianismo se apresenta não como uma das várias “verdades”, mas com a única. Será que todos estão adorando a Deus independente da religião que professam? Será que não importa o caminho, pois todos eles levam ao céu? Bem, não é o que a Escritura nos diz. E aqui está a primeira verdade fundamental, a Bíblia é a revelação proposicional de Deus, a única regra de fé e prática para o cristão. Apenas isto já bastaria para olhos raivosos se levantarem. Mas sigamos, se todos os caminhos levam a Deus, qual seria a razão da obra da redenção? Por que Jesus deveria ter vindo ao mundo e passado por todo o sofrimento do calvário, uma vez que, independente do caminho, eu estaria na presença do Senhor? A Cruz é a indicação mais clara que apenas o Cristianismo é caminho para o Pai. Aliás, está é a reivindicação do próprio Cristo. Diante de Judeus, que possuíam o Lei de Moisés e a revelação especial do altíssimo Jesus foi categórico: EU SOU O CAMINHA E A VERDADE E VIDA E NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM. (Jo. 14.6) A possibilidade da existência de outros caminhos faria a declaração de Jesus mentirosa, seria Ele um mentiroso? Por fim a grande comissão é outro indicativo claro da exclusividade da fé somente em Jesus para a salvação dos homens e o acesso ao Pai Celeste. Jesus, após sua ressurreição reuni seus discípulos e os envia ao mundo para pregar o evangelho a toda criatura (MT 28.19-20), qual seria a razão disto se, independente da religião, os homens se salvariam? A única explicação é que somente através dele, Jesus, podemos ser salvos da ira vindoura. Como extra nesta explicação ressalto a fala do Apóstolo Paulo na cidade de Listra (Atos 14. 8-18). Quanto, após ter curado um paralítico, os homens daquela cidade tentaram prestar culto ao apóstolo imaginando que ele seria a personificação de uma divindade romana. Paulo, diante daquilo, diz à multidão: “Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós... e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo.” Mas, se não importa a religião para ter acesso a Deus, por que Paulo estaria ali anunciando o evangelho com o propósito de converter aqueles homens? A resposta – apenas o Cristo é capaz de Salvar. Assim, meu querido, não caia na cilada do relativismo religiosos deste mundo. Fora de Cristo não há salvação, aqueles que não o seguem por meio das escrituras estão perdidos e adorar uma caricata de Deus não é adorar ao verdadeiro Deus. Aqueles que estão em Cristo estão na luz, enquanto o mundo jaz no maligno. Diante disto devemos ter, como povo de Deus, duas posturas. A primeira, gratidão a Deus por tão grande salvação. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reúno de seu filho. Aqui temos expiação e redenção. Louvado seja o Senhor. A segunda, somos enviados a este mundo em trevas, influenciado pelo mal e que vive de si para si mesmo, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, para dizer-lhes que existe apenas um caminho e que todos os outros os conduzirão a perdição eterna, independente de qualquer boa obra que pratiquem. Evangelismo é a palavra de ordem, mas para evangelizar preciso entender que os outros estão perdidos. Nos levantemos de nosso conforto relativista e saíamos aos quatro quantos, até os confins da terra para dizer... Creia no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa.

Você já se entregou a Jesus? Você lê as escrituras? Você frequenta uma igreja que pregar verdadeiramente o Evangelho? Reflita... sua eternidade depende disto.

Que Deus nos abençoe

A Ele a glória

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